seemeaAndo

A banda aportou; ressoam os ventos do Oriente, sintonize-se na onda que aqui chega. Pode parecer conhecido, aquela ainda, aquela mesma, mas veja!
Ouça, escuite com o coração e enxergará com a pureza. Venha cá! Me dê sua mão.
Podes pensar ser o seresteiro lá do alto do sertão, chorando a viola, e talvez seja, mas um bocado eu garanto que não.
Mais parece um choro engasgado, um cisco avoado fazendo turbilhão…um pouco que sim, outro pouco que não….é querubim protegendo a entrada mais guardião de lado:
– “Você aqui não!”
Ligo o farol, peço pra descer, procuro entender, soluçar, resolver, solucionar, desengasgar dessa raiva que faz borbulhas:
– “Você aqui não!”
O Tempo é Rei! Engole e degluti seus filhos e filhas na apuração. O tempo chegou, feliz aquele que seguir nessa linha da verdade! Do amor. Porfavor. PorAmor
Da Lama ao Caos. Do Caos à Lótus.
Semeie!
o que há de mais sagrado em você a cada respiração!
Inspire. Espire-tua-lida-de Afeto.
O que é vivo não pode parar. Não estanque as potencialidades de seu Ser interior.
Viva a cada dia como se fosse o último. O primeiro. Entregue-se sem medo na tua lida diária de tecer afetos e desapegosSsssSSssss. Dance com todas suas facetas. En(cante-se).
O cantar da passarada faz revoada cá juntiiim. Não esquece de girar. Baile o corpo.
Vai pra lá, volta pra cá. Determine a rota, continua a jornada, não pense em parar.
Sinta, percebe, receba, abrace, ilumine, Transforme-se, reforme-se…de dentro pra fora.
Liberte o ar. Inpire. Espire – tua – lida – de : (a(R)(e)fe(i)to).(ar(Efeito).(afeto)

Desktop5.jpg

 

 

(meus textos/devaneios são ajuntados de bagunças interiores e referências que fazem sentido através da vida, lida. . . então peço desde já licença poética pra entreCortar os versos que aparecem pelos caminhos. gratidOM)

Anúncios
Publicado em o tempo, resiliência | Deixe um comentário

ilusões – amor divino

kali

 

“Eu peço a santa estrela que nos guia, força para as crianças trabalhar, abençoe a todos pequeninos, os meninos e as meninas do astral […] São João te dê a espada da paz, São José o capacete da esperança”

 

Eu sempre peço as mãezinhas ao pai universal, aos anjos da guarda, os seres divinos todos pra me ensinar a eu amar com tolerância, com pazciência aos outros que são diferentes de nós, com humildade…compaixão… . . .

Antes eu sonhava tão alto com um grande amor, alguém que me completaria, alma gêmea, metade da laranja e todos este imaginário do amor romântico, do par perfeito….e enquanto eu procurava tudo isso em um único alguém que me completaria, gerava por outro lado todo um sofrimento por não encontrar este sonho na minha realidade. Era adolescente, jovem, nunca tinha namorado. . . . e os meninos que cheguei a beijar, ficar nunca demonstraram carinho, era bem aquela coisa do calor no aqui e no agora e pá pum, o amanhã a quem pertence?! E tudo isso só aumentava a minha frustração em relação as expectativas todas que criava dentro de mim.

Por outro lado, me dar conta de todo este cenário só me fez cada vez mais, querer me livrar disso tudo, ser desapegada tal qual estes rapazes que me tratavam com tal despego e estava tudo ok, vida que segue [???!?]. Então fui me construindo assim, mirando nesta imagem de mulher independente e desapegada de seus relacionamentos, como se lá no fundo eu nunca quisesse ter tido uma metade pra minha laranja (no entanto, isso ainda continuava muito vivo em mim).

Beleza, me construí assim dos meus quinze, dezesseis anos em diante. . . . uma falsa carapuça que forcei a me servir, e “serviu” meio torto, mas lá no fundo eu sabia que estava me enganando, apesar de superficialmente eu não assumir pra mim mesma, não daria o braço a torcer da minha liberdade – autonomia – desapego – amor livre[?] por homens que faziam o que faziam com as mulheres.
E pra administrar todo este teatro que criei pra mim mesma?!!

Quebrei minha cara, minha carapuça, e quase meu coração junto também. . . . tudo simultâneo. Ficava com os carinhas, e eles, como já era sabido, estavam bem mais ai para seus próprios interesses [e ok, isso não é um julgamento não, é apenas um dado] e eu dividida no teatro que me coloquei, negando a mim mesma meus próprios sentimentos de busca por uma verdade, pela minha verdade, pra ser plena comigo mesma, como eles eram com eles mesmos. Me perdia em sofrimentos ilusórios, criações da minha mente que conseguia realmente me envolver em sentimentos que foram profundos (depois de tomar Santo Daime, que foi o que inclusive me ajudou a encontrar minha verdade nisso tudo, notei que este teatro que criei comigo mesmo abriu portas/”portais” por onde emergirem sentimentos doutros tempos, doutras vidas).

Uou.
Então, foi quando eu conheci o Santo Daime através do meu namorado, que foi vindo de passinho em passinho, tirando toda esta carapuça e colocando tudo no lugar aqui dentro d’eu………

O Amor Divino!

“Nesta longa caminhada, você terá que encontrar, a tua sombra também, não vá se amedrontar […] Não adianta correr, na hora que ela chegar, não vá esmorecer, é hora de se firmar”

Em resumo foi isso o que aconteceu, vi minhas sombras todas elas [ainda vejo, não pensem que sou um ser divino curado e pronto pra outra, estou na Terra e enquanto viver vou ter que lidar com minhas sombras] e em relação a estas questões que falei acima vieram grandes esclarecimentos [eles têm vindo ainda por sinal].
A grande metade da laranja que descobri em mim é a minha verdade e sinceridade para comigo mesma . . . . e a laranja inteira que compreendi é que o pé de laranjeira é carregada de laranja boa, e que assim é alguma pessoa. Ou seja, o mundão tá pleno de pessoas pra gente demonstrar nosso amor, a cada dia, a cada respir[Ação] !!!

“Inspire Luz, Expire Amor”

Não presta misturar nossas expectativas no bololô das expectativas alheias. . . . primeiro que expectativas são apenas vontades de um porvir que pode nem chegar, então . . . primeiro de tudo, respir(Ar) pra se acalmar e não criar estas redes que podem nos emaranhar e que depois pra identificar e ir se soltando é bem mais complexo.

E segundo, o que venho aprendendo é a confiar nos seres humanos, todos eles, sem exceção [claro sempre tendo um cuidado pra não se entregar aonde não deve….Nosso melhor e mais apurado radar de indicação para afinar esta confiança é o coração].
E confiar que a vida nos guarda os ensinamentos, os merecimentos, os aprendizados de amor, cada um no seu momento.

Então as vezes é preciso se enredar, pra descobrir que rede era essa pra conseguir evitá-la numa próxima provação.

Com relação às frustrações amorosas que construí e que na época me geraram raivas, tristezas entre outros sentimentos, hoje as vejo com todo o carinho do mundo [demorei pra transmutar esta visão], pois além de ter conhecido pessoas legais…vejo que tudo na vida tem uma importância, e assim tenho aprendido a não menosprezar nada que passamos na vida, pelo contrário sempre procurar olhar da melhor forma, mesmo no calor das emoções. Porque hoje eu vejo e tenho total clareza que tinha que passar por tudo que passei pra chegar aonde a vida me colocou hoje, com esta consciência do poder das emoções, dos sentimentos, das palavras, das atitudes, da vida, e das relações que estabelecemos com os outros seres humanos.

E o amor real e infinito, o amor divino, onipotente, pleno de axé, força, compaixão, humildade e riqueza verdadeira é aquele que aprendemos a construir nos mais mínimos detalhes de nosso cotidiano, com a gente mesmo, nas nossas ações, nos nossos afazeres,  nos olhares, nos pequenos gestos, nas pequenas [ou grandes] palavras com cada pessoa que cruza nosso caminho nessa babylom que queima e queima sem parar….

. . . é o fim dos tempos, não vamos nos enganar, e é com o Fogo do Amor Divino Universal que temos que queimar tudo. Valorizar os que encontramos pelo caminho é o verdadeiro amor – valor – aprendizado de riqueza que colheremos nesta vida. Salve a compreensão!

santa sara kali

 

Publicado em medicina, o tempo, resiliência | Deixe um comentário

Não se sabe pra onde vai. . . .  

. . . . a vida é muito louca e por mais que nos planejamos, projetamos um futuro, não dá pra saber o dia de amanhã.
A caminhada é solitária. E por mais pessoas que cruzamos em nosso dia a dia, por mais ou menos amizades que fazemos ao longo da jornada. A linha tênue do individual – coletivo, ou ainda, público – privado (inevitável paralelo histórico para uma historiadora em formação rs) é um enorme desafio. Tenho percebido inclusive que acho que é um dos grandes desafios/aprendizados do ser vivo enquanto ser humano neste planeta Terra.

Tem dias que me sinto radiante na minha caminhada, com as coisas que semeio e que sigo aguando com amor para ver brotar e colher num futuro, o que me proporciona uma sensação de plenitude em mim mesma, meus passos, escolhas, intenções, intuições e por ai vai. Outros dias que por outro lado rolam aquela situações que te balançam e em geral costuma ser quando se está em contato com o outro. Dai vem aqueles pensamentos e sentimentos de “o quintal do vizinho é sempre mais verde” que não param de rondar, de açoitar a mente que acaba degringolando escrava do ego e das coisas dai advindas, inveja, cobiça, raiva, e até mesmo ousam despontar sentimentos de vinganças. Mas sigo trabalhando no banimento de tudo quanto há de ruim, com  a certeza nos propósitos que semeio.

“Eeespiral, eespiral, eeeespiral, sugue o que há de ruim. Leve todo o mal. Vou banindo pela terra e ar, vou banindo pelo fogo e mar, vou banindo, vou banindo pra purificar vou banindo vou banindo para exterminar”

E estas situações não tem hora pra acontecer, podem também acontecer de você para consigo mesmo, mas estas parecem até ser mais fáceis de lidar. O mais delicado é quando rolam as situações do tipo “não mexe com quem tá queto” quando num dia bom, realizando as coisas da vida, alguém fala algo, ou faz algo que conseguem virar as coisas do avesso, bagunçar o humor e te fazer perder o controle das emoções….e ai vem a provação real, de se você consegue ter a humildade e a serenidade no coração pra deixar estes ocorridos de lado pra eles não bagunçarem as coisas mesmos, ou se você se entrega pra bagunça e depois vê como faz. Como ser humano que sou, não consigo ter muita serenidade pra lidar com estas situações não, nunca fui de meditar muito – até tentei uma época, tento ainda, mas não é das coisas que mais gosto de fazer – então grande parte das vezes, quando não consigo manter a paz acabo que “me entrego pra bagunça” num primeiro momento, e os sentimentos de raiva vem, ou tristeza, e outros…mas procuro esgotá-los pra que eles logo passem.

Uma vez conversando com uma amiga ela disse isso, que não é bom passar por cima dos sentimentos, porque eles vem mesmo, e vem pra gente saber com o que estamos lidando e como lidar, e se a gente não sentir eles, não vamos construir esta consciência emocional/sentimental para com a gente mesma. Mas a grande chave é identificar e buscar curar a raiz do sentimento.

Será que ele surgiu por causa do ocorrido? Ou você reagiu desta forma por questões mais profundas do seu ser?

Não pretendo chegar a nenhuma resposta até porque são questões particulares de cada ser, só na lida do auto-conhecer-se é possível alcançar alguma compreensão. Para então buscar se auto-transformar……..

. . . este texto foi mais um desabafo pra esfriar a cabeça das emoções que me afligiram agora, se não talvez eu teria encontrado outras formas de desabafar não tão saudáveis rsrs mas acontece as vezes também.

Acho que o importante é não nos punirmos pelo que sentimos, auto-perdão é o passo um. Compreensão, perdão e transformação talvez seja um bom começo, mas como realizar isso só cada um conversando com seu próprio coração

poesia concreta

“Com as baleias do universo, eu quero me assentar, no amor bem verdadeiro, eu preciso declarar. Sou um ser buscante, e estou a encontrar, e sem dualidade eu vou me firmar. Conectado ao espírito, que me traz o dom, de ser irmão querido, dando e soando esse tom. Que soma as minhas forças, e se expressa assim, são cores, luzes, formas, para brilhar num jardim. Sou com profundidade, a amorosidade, a mim, a ti a tudo, junto a irmandade. Sempre acolhidos, pela nossa mãe, a grande casa terra que é provedora sim. De tudo o que há, de tudo o que está, do sol a brilhar, a água alimentar. Eu agradeço sim, eu agradeço sim, eu agradeço sim, eu agradeço sim.” #Rumo Certo – Miriam Volpolino

Publicado em desabafo | Deixe um comentário

Por que queremos controlar a tudo e a todos?

3071c34b5ee97b2c12a5302cb9bd385f

Não me sinto nem um pouco preparada para responder essa questão. Mas isso não tira o mérito de ser uma questão pra lá de pertinente, e portanto, a qual devemos minimamente procurar compreender.

Não sei vocês, mas a minha ‘controlite aguda’ as vezes ataca e o bagulho fica loouco. Risos. Essa mania de procurar manter as coisas sob o controle me ataca feio, e nas mais variadas esferas possíveis. Exemplo: as vezes estou simplesmente caminhando em um local público, e vejo algo que me fere ((IMPORTANTE!!! Procurar buscar o porque as atitudes alheias nos ferem)) e esta ferida pode ser devido a um papel jogado na rua e não no lixo, ou a uma frase que alguém fala que me causa algum incomodo, ou alguém que acaba esbarrando em mim, e na maioria das vezes nem tinha como a pessoa não esbarrar, e aquilo me incomoda muito além do que deveria ((sinais para atentarmos)). Ou coisas minhas mesmo que saem do controle e eu não consigo manter a calma, pensamentos por exemplo, ou ainda, to lavando a louça e espirra um tanto de água pra fora da pia e isso me dá nos nervos. Vejam…uma infinidade de situações que incitam sentimentos que as vezes até tem porquê’s consistentes se formos procurar, mas muitas vezes também nem tem um porquê lá muito esclarecido.

Bom, aonde estou querendo chegar? Acontece que tenho investigado do porque certas coisas me ferem tanto, aonde poderiam ferir menos, ou ainda, não ferir e por ai vai. E tenho notado que junto a estes incômodos que me afetam, logo na sequência, ou algum tempo depois me surgem pensamentos no sentido de “apontar o dedo aos outros”. Que bela lógica não? O outro me fere, logo, eu aponto meu dedinho para o outro, pois de mim é que não pode ter saído tamanha ‘ruindade’ não é mesmo? Não.

Tudo isso pra chegar aonde eu queria, o controle, o qual muitas vezes vestimos a carapuça e enfim, fazemos muita merda também. O fato é que, essas coisas que acontecem e sentimos que nos ferem tanto, nos ferem porque nos achamos no direito de querer controlar tudo de todos e de nós mesmos – ainda que inconscientemente. Não estou dizendo com isso que não tenhamos coisas que temos que assumir o controle, é claro que temos, as nossas responsabilidades, pois quem toma conta, deve dar conta certo? Sim. No entanto, o que sucede é que na grande parcela das vezes não distinguimos conscientemente até onde vai o alcance de nosso controle, das coisas pelas quais nos responsabilizamos – filhos, trabalhos, entre outras responsas – e até onde tornamos-nos inconscientes destes limites alçando voo ego adentro. Tudo isso torna o processo muito doloroso, e é nessas que acabamos dando “audiência” aos nossos sofredores/obsessores. Nossos? Claramente, pois em grande parte das vezes alimentamos sofrimentos que partem de nós mesmos, de nosso próprio Ser e assim delineamos essas ‘formas-pensamentos’* que acabam por tornar tudo mais sofrido e doloroso. A sensação que me fica é de que estas nossas ‘formas-pensamentos’ são como se fossem chicletes sabe? É elástico, alcançando uma gama de coisas, e ao mesmo tempo grudento, que tudo meio que dá uma enroscada nelas, mesmo que não fique ali por muito tempo grudado, entendem?

Pra desconstruirmos tudo isso que acabamos por descobrir em nossas profundezas requer moinnta pazCiência pois creio que seja este um serviço pra uma vida toda. E não será num piscar de olhos que tudo vai se dissipar sendo resolvido, muito pelo contrário. Acho que o primeiro passo é assumirmos pra nós mesmas este nosso lado, muitas vezes também nominado de Sombra, e termos a consciência de que não é assumindo que vamos conhecê-la em sua totalidade. Esse é o serviço diário, trabalho de formiguinha mesmo, o qual temos de reconhecer a cada nova respirAção. Sem também cair no descuido de se podar devido a esta face não tão brilhosa, e acabar arraigando culpas ao longo do processo. Não há culpas, somos seres humanos com nossos acertos e erros como todos os outros ao nosso redor. E também sem deixar-nos cair nos embustes ou peças que elas podem eventualmente nos pregar com sua ardilosidade. Temos que aceitar nossa sombra de cOração aberto!! Tendo a firmeza e o discernimento, para com persuasão e cordialidade conseguirmos conhecer este nosso lado em seus ônus e bônus. E lapidar assim o que iremos externalizar de tudo o que reconheceremos em nós.

A Luz Violeta do Perdão é uma grande companheira, pois nos ajuda a lidarmos com leveza neste processo que nem sempre é simples, pois ele é bem oscilatório também. Há momentos em que nossa, estamos nos sentindo a Madre Tereza de Calcutá só que quase, quaaase mesmo, porque é a lua virar, e nosso mundo vira do avesso junto. Então sempre com toda calma, serenidade, amor e resiliência para apararmos as arestas cada uma no seu momento certo. E apesar de oscilatório e meio incerto conforme vamos aprimorando esse conhecimento de nós mesmas já vamos sabendo definir alguns parâmetros de conhecimento e nas devidas circunstâncias em que o controle excessivo  emerge, já começamos a identificar o porque aquilo nos fere, e seguimos trabalhando aquilo internamente, imanando toda a Luz necessária, cuidando mesmo, destas feridas que na verdade nós mesmo é que abrimos caminhos para elas se instalarem.

Dou muitas graças aos irmãos e irmãs que tão sempre nos proporcionando aprendizados neste sentido – ainda que enquanto espelhos nos quais nos auto-projetamos em busca de nossas verdades. E também a todos os guardiões e guardiãs que nos protegem e guardam nessa empreitada do conhecimento, nos ajudando e guiando para que firmemos cada passo com toda clareza e consciência.

*Termo melhor explicado no livro ‘Umbanda. A proto-síntese cósmica’ de F. Rivas Neto

Publicado em medicina, nova era, resiliência | 1 Comentário

tem dias que a gente está fora do tempo.

8b641daae53e65ada0bf58d721ce4a09

E por mais que a gente procure se orientar o próprio tempo nos conduz de modo a abrirmos mãos de certos parâmetros que utilizamos para manter os pés no chão. Nestes dias eu tardo a compreender o por que das coisas não engatarem. E eu fico insistindo, procuro fazer as coisas tomarem um ordenamento, tomarem um rumo racional, pra que eu me sinta pró-ativa e afaste a sensação de as coisas estarem flutuando em meu entorno.

E claro os esforços que se faz não são em vão, certas coisas vão se enquadrando aqui e acolá e se encaixando em seus locais no grande quebra-cabeça que se desenha, e ainda assim não cessam de surgir peças que insistem deixar vagos seus lugares.

Acontece que vai chegando ao fim do dia, e começo a fazer o balanço do dia e fica uma sensação de vazio, de que não realizei o que deveria. Como quando se anda na esteira e não se sai do lugar. Tenho procurado tirar aprendizados destes dias estranhos, mas confesso que ainda não consegui compreendê-los em seus mistérios profundos.

Em perspectivas astrológicas é dito que não adianta a gente se pautar e insistir no calendário que nos foi imposto, o gregoriano, pois ele não passa de uma “mecanização” do tempo natural que divide o TEMPO – entidade etérea e abstrata – em conformidade com o ritmo das atividades Humanas, passando por cima das percepções sutis e intuitivas que também nos ajudam a captar/percebermos o tempo do Tempo. Acontece que a gente vive no planeta Terra neste TEMPO Contemporâneo e Humano.

E agora José?

Pois é! Agora é que são elas!!! Pois quanto a temporalidade do Sentir, do Perceber, do Intuir batem em nossa porta acabamos por atendê-la, conscientemente ou inconscientemente. E muitas dessas vezes é quando sentimentos que o dia aparentemente está fora do tempo, ou ainda, que não flui, ou essas diversas sensações que vem pra nos mostrar que precisamos parar um pouco, respirar, prestar atenção em nós, nos outros, na dinâmica sutil e onipotente do Tempo, expirar e procurar entender o que o Universo está querendo nos dizer, nos mostrar. NÃO HÁ FÓRMULAS. E portanto infelizmente vou poder ajudar nessa tradução da linguagem cósmica. E muitas vezes vamos bater muita cabeça procurando realizar essa tradução, porque a nossa linguagem está muito distante da língua dos anjos. Mas costuma ser aconselhável que nestes dias procuremos diminuir o ritmo imposto pelo TEMPO e nos deixemos ser conduzidos Tempo adentro pelas suas ondas vibratórias sutis e invisíveis aos olhos. Mas como diz um hino do Padrinho Sebastião “quem tem dois olhos enxerga, mas os cegos também vêem” (para ouvir: Eu vivo na floresta).

Digo por experiência que não é assim fácil se deixar conduzir, temos uma mania horrorosa de insistir em estar no controle das coisas da vida sempre, o que constitui  grande desafio sermos levados pela sutileza do tempo do Astral. Mas apesar de nossas falhas e acertos, o tempo astral é inteligente ao nos conduzir e além de onipotente, sabe também de nossos compromissos e tarefas do TEMPO Terrano e em conformidade com estes, ele segue abrindo as portas para adentrarmos sua infinita grandeza uma a uma, sem pressa. Um passo de cada vez. E se permitirmos-nos aprender com sua sabedoria onipresente, a cada gesto e respirAção prestando atenção aos seus sopros do divino, colheremos ensinos valiosos junto a este grande professor de estrelas.

Publicado em nova era, o tempo, resiliência | Deixe um comentário

peregrinações

Perpasso por entre os mais variados terrenos nesta caminhada terrana, deparo-me com as mais variadas faces de mim mesma, e dos outros. Muitas das vezes assusto-me com o que vejo, quando não muita das vezes me despertam sentimentos de revolta, rebeldia. . . foi quando nesta semana mesmo, de lua crescente, com as emoções um tanto quanto à flor da pele, naqueles momentos em que qualquer palavra que lhe toca já lhe despertam aquele Eu selvagem primordial mais profundo e primo. E assim eu estava. Quando tais sentimentos não vazavam para além de mim, acredito que talvez não fosse possível notar o quão fervilhantes eles estavam em meio interior, mas estavam. Ou talvez para aqueles que me conheçam melhor, ao me observar com certa acuidade notavam claramente o quão “”possuída”” eu poderia me desvelar ao menor descuido.

Foi quando então me deparei com uma mensagem que trouxe serenidade e paz no meu ser, uma palavra de transmutação que me presentou. A mensagem era simples mas profunda, era algo como, se as ideias não baterem, se não houver concordância, vire a chave, coloque amor na raiva alheia – as vezes nem tão alheia assim, mas muito nossa na verdade rsrs – e terminava afirmando, com a raiva vai de um jeito, com amor muda o efeito. E aquilo penetrou no meu ser de tal forma que só consegui resplandecer gratidão pelo afago que aquela mensagem fez em minha alma, então tomada de instintos e impulsos irracionais.

Não. Não é simples, nem fácil. Tem hora que não conseguimos mesmo dar aquela inspirada aprofundada e expirar e conectar estas outras chaves. Mas naquele mesmo dia consegui exercitar e experimentar este silencio de Paz. Silenciar foi a chave que me abriu. Que tenhamos a serenidade e sabedoria necessários para empregar esta chave bendita de guardar e conter os ânimos para avaliar o valor de nossas palavras e intenções.

Se não me engano, no próprio dia do Curso de Ervas também falou-se a respeito das fases da lua: minguante – feiticeira/curandeira ; crescente – donzela ; cheia – mãe ; nova/negra – anciã/velha sábia.Muito fala-se também sobre as mulheres, volúveis, loucas, bruxas, deusas, feiticeiras, recatadas, mocinhas, lobas, libertárias. . . e lá vem mais isto e mais aquilo outro. E dentre tudo isto ganhamos a ‘fama’ de instáveis, quando não tresloucadas rs.

Mas na fala da facilitadora Angela quando abordou as fases da lua e suas relações com os respectivos arquétipos disse que prefere a perspectiva de um Equilíbrio Flutuante – não lembro bem o termo próprio que ela utilizou, mas algo neste sentido. Pois apesar de termos essa adaptabilidade flutuante, é sabido quais serão as próximas etapas pelas quais peregrinaremos, e essa abordagem me trouxe uma compreensão muito esclarecida e apaziguadora.

Que tenhamos essa sapiência de que estaremos sempre no aqui e no agora, guardando as respectivas caminhadas e etapas vindouras, mas sem deixar a ansiedade consumir nossas energias.

Somos Kalis, Hécates. . .Temos braços mil, determinações e personalidades variadas que urgem dentro de nós. Reconheci já faz certo tempo, quando brincava de escrever algo como um poema pra mim mesma, a infinidade de Eu’s que me habitam – ainda não frequentava o Santo Daime nesta época – eles pulularam folha a dentro, por meio de palavras e também esboços de rostos que se formavam no papel. Algum tempo depois, conforme os estudos foram se abrindo, fui compreendendo as diversas qualidades de facetas, de sentimentos, emoções, pulsões que me habitam e conformam o meu Eu, Stella, e a missão que me cabe de harmoniza-l@s na frequência Una do Amor Crístico. Mas também somos Nanãs, Obas, Madalenas, Iemanjas, Iansãs. . . . estes sagrados Presentes, esta possibilidade de estabelecer afinizações que nos auxiliaram no serviço da Unidade Crística, do Amor Universal, OneLove. E que agora tenho a clareza de que são prendas de amor que nossa IrMãe Vó Prima Lua nos legou para aprendermos a colher nossos aprendizados, cada um no seu devido Agora.

Agradecidos SomoS.

84d42f007f70f3801ea909a24ff7844a

Hécate na mitologia grega, é uma deusa, naturalizada na Grécia micénica ou na Trácia, mas oriunda das cidades cárias de Anatólia, região onde se atestam a maioria dos seus nomes teofóricos, como Hecateu e Hecatomno, e onde Hécate era vista como Grande Deusa em períodos históricos, no seu inigualável lugar de culto em Lagina. Deusa das terras selvagens e dos partos, era geralmente representada segurando duas tochas ou uma chave, e em períodos posteriores era apresentada na sua forma tripla. Estava associada a encruzilhadas, entradas, fogo, luz, a lua, magia, bruxaria, o conhecimento de ervas e plantas venenosas, fantasmas, necromancia e feitiçaria . Ela reinara sobre a terra, mar e céu, bem como possuía um papel universal de salvadora (Soteira), Mãe dos Anjos e a Alma do Mundo Cósmico. Ela era uma das principais deidades adoradas nos lares atenienses como deusa protetora e como a que conferia prosperidade e bênçãos diárias à família. Ela também parece associada à deusa romana Trivia, com a qual foi identificada em Roma.

             Acessado em 10/ago/16 < https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9cate >

Publicado em deusas mães, medicina, nova era | 1 Comentário

Mãe Terra nos estende as mãos…

. . . para que nós caminhemos nela lado a lado com @s noss@s!

No último domingo realizei um curso de ervas com uma facilitadora angelical que nos (en)cantou sobre os axés das plantas. . . o respeito a se ter com estes seres, a consagração, a imantação e ativação de seus imanentes vivificantes direcionando sempre com o devido respeito a Lei maior e de acordo com os respectivos merecimentos dos envolvidos. Também frisou sobre a complexidade do sistema vivo que envolvem e acompanham as amigas plantas, que incluem os elementares, silfos, fadas, gnomos, duendes, os guardiões dos vegetais e de suas forças, nosso pai Ossain pai das ervas e da floresta sagrada, e outros seres de luz imanentes que cumprem este serviço divinal que lhes foi direcionado. Contou-nos sobre a beleza do reino dos cristais e de todos seus primores, que dentro de cada cristal há de fato, todo um reinado, uma dimensão que lhe cabe – acreditem nossos corações ou não – eles seguem vivos e pulsantes, realizando, cada vertente o seu serviço em sua frequência específica. Aprendemos sobre o poder de descarrego ou ainda energizantes destas nossas primas verdes queridas e cheirosas. Também nos salientou que uma benção quando se quer imanar realmente, do fundo do coração, pode ser realizada qualquer ‘matinho’ que houver, pode não ter cheiro, nem pompa, nem colores, mas quando imantada com verdade, desejos sinceros de cura e transmutação ele vibrará em ressonância e expandirá o bendizer e o bem querer.

Publicado em medicina, natureza, nova era | 1 Comentário